quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

“Minha vida não é nada de grande, ou de maravilhoso. Quer saber a verdade?Essa sou eu, e essa é a minha vida. Eu acordo todos os dias de manhã, e meu coração pede pra ficar um pouquinho parado, em um lugar onde ninguém pode escutar. Meu coração pede um pouquinho de silêncio, quando todos em minha volta insistem em gritar comigo. Aquela lágrima que eu havia derramado no dia anterior já secou em meu rosto, e aquela dor ainda continua intacta onde ninguém pode ver. Eu continuo, respiro. Respiro e peço que Deus me dê mais forças, porque o meu estoque dela já está acabando, e tudo o que acontece em minha volta só contribuiu para que ela acabe mais e mais, cada dia mais. Todos os dias de manhã eu coloco um sorriso no rosto. Eu passo o dia assim, imperceptível. Eu sorrio. Meu coração grita. Isso quase tudo. Quase. Porque ninguém sabe o que se passa aqui dentro de mim, ninguém sabe o que eu vivo, ninguém sabe o que me leva a fazer o que eu faço, ou o que eu digo. Eu peço pra continuar, mas sem pensar em mim, sabe? Porque, se fosse por mim, eu não sei se estaria mais aqui, porque tudo o que eu faço tende a doer, mais e mais, inevitavelmente. Eu peço pra continuar, porque eu sei que no fundo, vai ter alguém que vai precisar de mim, algum dia - ou pelo menos, eu espero que sim. Minha vida está se tornando insuportável, quase mortal…Mas quer saber? Ninguém se importa.” 

Julia Mattos

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